Mãe denuncia creche após filho de 3 anos chegar em casa com fezes dentro da mochila

  • 27/05/2026
(Foto: Reprodução)
Mãe denuncia possível negligência em creche municipal de Petrópolis Uma mãe denunciou um centro de educação infantil em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, depois que o filho de três anos chegou em casa com fezes dentro da mochila após evacuar na roupa durante o período escolar. Ao buscar o filho, já na van escolar, ela percebeu um forte cheiro, sendo informada pela responsável pelo transporte que a criança havia evacuado na roupa e sido trocada na escola. A surpresa ocorreu quando ela chegou em casa e viu tudo em um saco plástico colocado na mochila do filho, que está passando pelo processo de desfralde. “Quando eu abri a mochila do meu filho, encontrei numa sacola. As roupas sujas estavam dobradas por cima e, no fundo, estavam todas as fezes dele, soltas”, afirmou. 📱 Siga o canal do g1 Região Serrana no WhatsApp. A mãe encontrou as fezes dentro da mochila da criança em Petrópolis Arquivo pessoal Vídeo mostra fezes em meio a fardos de feijão em supermercado no RJ Câmara de Nova Friburgo aprova projeto que cria auxílio-alimentação para vereadores Creche municipal A mãe contou ao g1 que o caso ocorreu no dia 29 de abril numa unidade da rede municipal do bairro Mosela. Ela disse que comunicou à escola que a criança enfrentava dificuldades com o desfralde. "Expliquei à direção, durante a ficha de anamnese, que ele às vezes não conseguia avisar quando precisava ir ao banheiro e, por isso, eu enviava fraldas extras na mochila para serem usadas caso meu filho apresentasse episódios de escape durante o período escolar". “Ele fala, mas não consegue se expressar para pedir para ir ao banheiro”, relatou. A responsável contou que procurou a escola no dia seguinte e questionou se a situação poderia ter ocorrido por causa da correria no horário da saída. Segundo ela, a unidade negou e afirmou que a troca da criança foi feita “sem pressa”, no banheiro e antes do fim das aulas. A mãe disse acreditar que o caso possa ter acontecido como forma de punição, já que a escola conhecia as dificuldades enfrentadas pela criança. Ela afirmou ainda que não recebeu pedido de desculpas da direção nem da orientação pedagógica. Segundo o relato, uma orientadora sugeriu que ela procurasse a Secretaria de Educação e avaliasse a transferência do aluno para outra unidade. A reportagem teve acesso a uma ata da Secretaria de Educação e da Inspeção Escolar, registrada em 30 de abril. No documento, a mãe relata ter encontrado as fezes dentro de uma sacola plástica colocada na mochila da criança. A ata também informa que o aluno foi trocado por uma educadora após evacuar na roupa, perto do horário de saída, e registra a decisão da responsável de transferir o estudante para outra escola. Segundo a mãe, a criança foi transferida para outro bairro, mas enfrenta dificuldades de adaptação à nova rotina, que impacta o menino e a dinâmica da família. Ela disse ainda que o filho está em investigação médica para possíveis questões neurológicas. A criança teve encefalite no fim de 2024 e chegou a ficar internada por duas semanas. Ainda de acordo com a mãe, a Secretaria de Educação informou posteriormente que ouviu os envolvidos e que não identificou motivos para afastamento ou punição dos profissionais citados, tratando o caso como uma “fatalidade”. O que diz a Prefeitura O g1 procurou a Secretaria de Educação do município. Em nota, o órgão disse que tomou conhecimento do relato da reponsável pela unidade e que "a família foi atendida pela Inspeção Escolar". "De acordo com as informações iniciais, houve um equívoco no manuseio da sacola, que teria sido colocada acidentalmente na mochila da criança. A secretaria reforça, no entanto, que todos os procedimentos de apuração dos fatos estão sendo realizados. A secretaria também informa que entrou em contato com a responsável, que manifestou o desejo de transferir o filho para outra unidade. O pedido será atendido conforme os trâmites da rede municipal. A Secretaria de Educação destaca ainda que as unidades são orientadas a seguir procedimentos de cuidado, higiene, acolhimento e diálogo com as famílias, especialmente em situações que envolvem crianças em processo de desfralde", concluiu o município.

FONTE: https://g1.globo.com/rj/regiao-serrana/noticia/2026/05/27/mae-relata-que-filho-de-3-anos-voltou-da-creche-com-fezes-dentro-da-mochila-estavam-numa-sacola.ghtml


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